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24/06

Sem planejamento, São Paulo está na iminência do desabastecimento de água

 

 Embora 2014 tenha apresentado o pior índice pluviométrico já monitorado em todos os tempos em São Paulo, o estresse hídrico, que hoje aponta para uma crise no abastecimento, não é resultado de uma situação momentânea e pontual. Este cenário vem se delineando ao menos há quatro anos, em decorrência dos índices de chuva abaixo da média histórica e de uma administração falha no que se refere ao planejamento hídrico.

Nos últimos anos a estiagem já foi considerada atípica, mas a situação se agravou. Os números de janeiro a abril deste ano estão muito abaixo do menor índice já registrado na história desde 1930, quando as medições começaram a ser realizadas.

 Além de consequência direta da falta de chuva, o estresse hídrico tornou-se rotineiro devido à falta de soluções de longo prazo - como investimentos maciços e continuados em infraestrutura e estudos detalhados sobre alternativas diversas - e que não se limitem apenas a medidas paliativas para prevenir a escassez de água.

 Com 12 milhões de habitantes, São Paulo não pode parar por conta da oscilação climática. As soluções apontadas até agora – entre elas a captação de águas do Vale do Ribeira e do Vale do Paraíba – também carecem de estudos mais aprofundados, inclusive de grandes projetos de engenharia para sua implantação. Para isso, a administração pública deve se pautar em estudos técnicos aprofundados, e não apenas em conveniência política.

A administração da água no Brasil sempre foi feita sem o planejamento necessário e o recurso hídrico, ao longo do tempo, não foi utilizado com vistas a um eventual problema de escassez. Tanto é que os planos diretores em escala regional não trazem hoje soluções perenes, e que contemplem viabilidade técnica ou econômica, e projetos de engenharia com novas alternativas de captação.

Se o foco em soluções de curto prazo não for alterado, a situação se agravará. Estudo recente do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) sobre a macrometrópole paulista aponta para um cenário de desabastecimento iminente. A perspectiva é de aumento de demanda da ordem de 70% até 2035, com o consumo de água devendo girar em torno de 150m3 por segundo, ou seja, bem acima da vazão instalada hoje, de 90m3 por segundo.

Para fazer frente ao aumento da demanda e ampliar a oferta de água, é preciso implementar, de maneira definitiva, uma cultura de uso inteligente da água, contemplando reuso e captação de água de chuvas, manejo das fontes primárias, proteção à qualidade dos mananciais subterrâneos e superficiais, entre outras medidas de maneira integrada. Também é preciso fomentar mais linhas de incentivo para que tanto os cidadãos quanto as empresas façam sua parte e realizem uma melhor gestão do consumo da água.

Diante da escassez emergencial, toda gota de água é importante. Mas nenhuma ação surtirá efeito se realizada de maneira isolada. É preciso pulverizar uma série de iniciativas para um melhor aproveitamento hídrico e entender que o pior ônus é o da falta de água no principal centro econômico do País.

 

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